terça-feira, 19 de março de 2013

Como novas tecnologias podem mudar o mercado de smartphones



Reprodução

A tecnologia móvel está dando vida nova a aparelhos considerados chatos, como relógios. Há um ano, quem precisava comprar um relógio quando poderia pegar um smartphone para ver a hora? Mas essa história pode mudar em breve.


A Apple aposta que os consumidores acharão a manobra cansativa assim que percebem que podem simplesmente olhar para o seu pulso para ver hora, e-mail, redes sociais e batimentos cardíacos. A empresa tem cerca de cem pessoas trabalhando em um aparelho do tipo de um relógio que poderá ser lançado ainda neste ano, chamado de iWatch, para concorrer em paralelo com outro grande lançamento do Vale do Silício: o Google Glass, os novos óculos tecnológicos da empresa de busca.


Nos Estados Unidos, na Europa e em partes da Ásia, que estão saturados com aparelhos móveis smart, os consumidores podem eventualmente decidir que os aparelhos que possuem já não servem mais, já que podem usar e não exatamente manusear um relógio ou um óculos que tem as mesmas funções.


Um resultado possível para os smartphones é que eles voltem para as suas condições anteriores de comunicação sem fio e nada mais. Na verdade, se os engenheiros da Apple e do Google conseguirem bolar um jeito de trabalhar de maneira wireless com fones e microfones nestes novos aparelhos, talvez os smartphones não tenham mais serventia nenhuma.


No entanto, as pessoas ainda vão querer um dispositivo com uma tela decente para verem conteúdo. Neste caso, smartphones poderiam ser substituídos por dispositivos mais baratos, com wifi.


Outra opção é que o smartphone ainda exista, com cartão SIM e poder de processamento, mas sem interagir muito além disso. Logo, seria mais barato. Você poderia deixa-lo guardado e nem se preocuparia porque estaria usando um iWatch, por exemplo. “É a substituição da necessidade compulsiva de ligar o telefone e checar quem está ou não ligando”, afirma Vinita Jakhanwal, diretora de dispositivos móveis na tecnológica IHS iSupply.


Um exemplo atual desta ideia vem da Pebble. A empresa tem lançou a ideia de um relógio smart que levantou US$ 10 milhões de financiamento da empresa Kickstarter e é o mais conhecido do gênero. O dispositivo usa bluetooth para aproveitar a funcionalidade e processador similar ao de um smartphone para exibir suas notificações.


Vinita afirma que um aparelho como o Google Glass provavelmente não precisará de uma segunda tela, já que tudo será projetado na lente. No entanto, ela questiona a viabilidade dos óculos, usando como exemplo a televisão 3D. “As pessoas não gostam muito de vestir coisas nos seus olhos”, argumenta. “Ainda não está muito claro como os novos tipos de interfaces desses dispositivos serão”, continua Vinita. “O Google Glass funciona com voz, mas muito trabalho ainda precisa ser feito para tornar esses aparelhos mais fáceis e precisos.” Alguns projetos consideram até o piscar do olho como método.


No entanto, se esses aparelhos forem mesmo substituir os smartphones, ainda demorará anos. O mercado mobile é muito grande para isso. Cerca de 1,2 bilhão de aparelhos foram vendidos em 2012 e, desses, 800 milhões eram smartphones. “O mercado de celulares inteligentes não irá sumir”, afirma Vinita.

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